Home Data de criação : 09/03/12 Última atualização : 09/11/09 13:21 / 46 Artigos publicados
 

Sol na neblina e a densidão do horizonte  escrito em segunda 09 novembro 2009 13:21

Fácil pôr adjetivos em nossas impressões cinematográficas, um pouco mais difícil é ir além dessas sensações adjetivadas.

Na brumas do horizonte se pergunta: quem vem lá?

No reino podre da Dinamarca, um Hamlet zombeteiro, aventuresco, patético e as vezes até apático, nos guia em direção à tragédia. Mas não nos enganemos, este personagem dramático, tal qual Édipo é ator e sujeito de sua historia.

Hoje, as coisas (ou as análises das obras) já não são tão simples assim. Se observarmos os dois personagens principais do filme (« sol na neblina ») quais as opções de análise quanto as motivações (para agir), vontades ou desejos? E quais as forças (sociais, políticas e econômicas) que os levam – em direção – à este nebuloso horizonte?

Um filme impiedoso, cruel e poético – aqui estão os adjetivos nos quais vou guiar este texto e assim fechar os pecados capitais desta análise fílmica.

Obs.: Comecei com uma « clássica » referência teatral, depois caí em uma « clássica » análise dicotômica, para finalmente mergulhar em « clássicos » adjetivos cinematográficos.

Impiedoso:

Um dia-a-dia banal para nosso personagem, ou seja, não vive com a corda no pescoço e está longe de curtir a vida em havaianas. O filme lhe mostra – o personagem – com a fria lâmina do tédio, da indiferença ou do medo perpetrados pela vida urbana – e não somente urbana, como veremos com o avançar do filme.

É com os personagens mais falantes, humorados e simpáticos que a lâmina desta impiedosa faca (cinematográfica) nos penetra o ventre. Neste momento acontece o seqüestro/assalto que todos nos (brasileiros) já vivemos, vamos viver ou tememos. Ele acontece de uma maneira quase tão banal ou apática quanto outros eventos cotidianos.

A mata atlântica (lugar da natureza e do desapego material - no caso o roubo do carro do personagem) é a passagem entre: a cidade atolhada de mercadorias e publicidade e o litoral, representado pela praia e nos dando a idéia de fuga pela linha do horizonte.

Neste momento o filme nos dá uma fugaz esperança com sua paisagem entre o claro e o escuro, entre a praia virgem e as crianças brincando. Ele, o personagem, espera pacientemente os clientes em um verão que supostamente chegará.

Mas entretanto surge uma segunda personagem, a menina, carregando consigo todas as dificuldades de uma família pobre e desagregada que representa para ela o pesadelo de um fim de infância.

Enquanto os bens de consumo e produtos de nossa sociedade ocidental passam ao longe do mar à cidade e vice-versa, aos habitantes deste desolado litoral, resta tornarem-se mercadorias, ofertando seus corpos e serviços. O filme definitivamente continua impiedoso, onde uma janela se abre uma porta se fecha e a penumbra permanece nos acompanhando ora nos ambientes, ora nos olhares.

Daqui em diante o filme nos presenteia com diálogos cruéis: diretos, irônicos e um tanto esclarecedores. Porém, não há saídas pelo dialogo, ele mostra a crueza das relações.

Toda aproximação entre personagens denota um jogo de interesses e nesta linda paisagem marítima desvenda-se nossa alma corrompida, que situa-se entre: « O quê você pode me dar e o quê eu posso tirar de você ».

Cruel, porque alguns personagens constatam a realidade ao redor e depois discorrem sobre ela em análises mordazes e críticas, mas finalmente não lhes resta que alimentar este sistema vicioso.

Que lógica esta por trás desta realidade? Para estes personagens – o policial e a dona do bordel – o motor do sistema está escondido. Não lhes interessa ou não lhes é dada a chave da compreensão desta sórdida e densa máquina de injustiças e exploração. A menina é vítima, dada sua idade e condição social e o homem, nosso personagem principal, tenta vagar livre em direção à um horizonte que provavelmente nunca virá.

Porém para nós, expectadores, o filme sussurra uma pista em sons e imagens: os enormes navios cargueiros – estes charmosos monstros que cortam nossa linha do horizonte em manchas de petróleo.

Muitas vezes nos pegamos observando poéticas paisagens em que o personagem tenta nos levar com seu olhar, insistindo em uma certa brancura e no alegre jogo das crianças.

Mas não sejamos ingênuos, neste lugar se rouba o futuro da menina que está afundada entre aqueles que – ironicamente – querem o seu bem e que dizem protegê-la e alimentá-la. Estes caranguejos - negociantes cruéis - estão por detrás das tristes imagens finais do filme onde num banco traseiro de um automóvel vemos os frágeis e amedrontados olhinhos da menina que partem como matéria-prima para se tornarem novamente mercadorias. Na densidão do horizonte, não se vislumbra caminhos ou direções e quando o filme começa à nos roubar a esperança... torna-se ainda mais impiedoso, cruel e poético.

por Fabio Kinas – Berlin 07 de julho de 2009

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Sol na Neblina chega ao Brasil  escrito em sexta 16 outubro 2009 10:31

Filme de produtores paranaenses "Sol na Neblina" ganhou o prêmio TVE Awards concedido pela Televisão Espanhola no Festival de San Sebastian, e terá sua primeira exibição no Brasil na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.


Rodado no litoral do Paraná em pouco mais de um mês, "Sol na Neblina", dos Irmãos Schumann, ficou entre os seis finalistas dos 129 inscritos no Cine em Construccion e conquistou o prêmio TVE Awards da Televisão Espanhola não só incrementando seu orçamento, como ganhando a atenção dos críticos e tornando-se uma co-produção espanhola. Apenas dois filmes brasileiros concorreram, o dos Irmãos Schumann e o de Matheus Nachtergaele ("A festa da menina morta"). O objetivo do prêmio é justamente condecorar filmes ainda inacabados, ajudando na finalização das obras de diretores independentes.

Depois de sofrer um seqüestro na cidade grande e de ter o seu carro roubado, um vendedor decide se mudar para o litoral do Paraná em busca de uma nova vida. É nessa busca, meio sem rumo, que acaba conhecendo a jovem Célia, na entrada de sua adolescência. À procura de emprego, ela só tem uma avó doente com quem contar. O caminho dos dois se cruza por acaso e tem início a relação afetiva. O laço se rompe de forma dramática quando Célia se torna mais uma das vítimas do tráfico de menores e da prostituição infantil.

Para dar corpo à trama assinada pelos Irmãos Schumann, artistas e técnicos europeus. Nomes de peso do cinema alemão como Sven Serfling e Jörg Hähne. Toda a mixagem foi feita nos Estúdios Mitte, em Berlim. A música - também produzida em Berlim nos estúdios da Cross Fade Entertainment - é do compositor alemão Christoph de Babalon.

"Trata-se de um retrato sensível de um problema social brasileiro, que se apresenta encoberto por uma densa neblina de descaso e humilhação", resume o co-produtor Willy Schumann .

Estreia

"Sol na Neblina" está para estrear na Espanha. No Brasil, o filme terá a sua primeira exibição na cobiçada Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, marcada para o período de 23 de outubro a 5 de novembro. Com a exibição, estréia também a produtora Irmãos Schumann no Reino Unido, que já programa o lançamento de mais dois títulos para os próximos anos.

"Emocionante", classificou o crítico britânico Chris Evans no Screendaily de Londres. "Uma obra legítima do autor", também anunciou o crítico italiano Giovanni Ottoni, antes mesmo da estréia.

Confira um pouco mais sobre o filme

Link do New York Times sobre o filme:

http://movies.nytimes.com/movie/451429/Sol-Na-Neblina/overview

Links para teaser do filme no youtube

http://www.youtube.com/watch?v=Jp6xMhUZwX8

http://www.youtube.com/watch?v=auG4Gq9SAOo

http://www.youtube.com/watch?v=sKL6jYSvaPI

Assessoria de Imprensa

Ponto de Comunicação Assessoria

Patricia Dorfman e Vivian de Albuquerque

Fones: (41) 9991.4302 e 8847.4414

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Sol na Neblina é selecionado para a mostra de cinema de São Paulo  escrito em quarta 14 outubro 2009 11:55

O filme brasileiro "Sol na Neblina" dirigido por Werner Schumann e co-produzido por mim, terá pré-estréia nacional na 33ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O longa que já havia ganho o Cine en Construcción no 55º Festival de San Sebastián na Espanha, agora será mostrado ao público brasileiro a partir do dia 23 de outubro. Confira a matéria da revista Rolling Stones.

 Mostra de São Paulo divulga concorrentes

33ª edição do festival terá 16 filmes na competição nacional, 83 produções na seção competitiva internacional e mostra especial com exibição de This Is It

Marcada para acontecer entre os dias 23 de outubro e 5 de novembro, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo já tem a lista dos principais concorrentes de sua 33ª edição. Em 2009, a maratona cinematográfica terá 16 filmes na competição nacional, 83 produções na seção competitiva internacional e mostra especial com exibição do aguardado This Is It, filme sobre os ensaios de Michael Jackson.

Na disputa pelo prêmio nacional, Marcos Andrade traz o documentário Transcendendo Lynch, gravado durante a passagem do cineasta David Lynch no Brasil, em 2008, para promover a meditação transcendental no país. Outro destaque fica por conta do longa fictício Bollywood Dream - O Sonho Bollywoodiano, coprodução de Brasil, Índia e Estados Unidos, dirigido por Beatriz Seigner. O filme, gravado em boa parte na Índia, traz a atriz Paula Braun (O Cheiro do Ralo).

Filmes brasileiros na disputa:
A Grande Síntese de Pietro Ubaldi, de Oceano Vieira de Melo
A Obra de Arte, de Marcos Ribeiro
Bollywood Dream - O Sonho Bollywoodiano, de Beatriz Seigner
Depois de Ontem Antes de Amanhã, de Christine Liu
Eu Eu Eu José Lewgoy, de Cláudio Kahns
O Abraço Corporativo, de Ricardo Kauffman
Pixo, de João Wainer, Roberto T. Oliveira
Ponto de Virada - O Dia Que Mudou Sua Vida, de Frank Mora
Sol na Neblina, de Werner Schumann
Terras, de Maya Da-Rin
Topografia de um Desnudo, de Teresa Aguiar
Transcedendo Lynch, de Marcos Andrade
Um Dia de Ontem, de Thiago Luciano, Beto Schultz
Um Homem Qualquer, de Caio Vecchio
Um Lugar ao Sol, de Gabriel Mascaro
Walachai, de Rejane Zilles

 

(Fonte: Revista Rolling Stones)
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Rogéria Holtz No País de Alice  escrito em terça 06 outubro 2009 12:45

A cantora e atriz Rogéria Holtz faz show no Teatro Positivo nesta quarta, dia 7 de outubro. Holtz apresenta canções do álbum "No País de Alice". A artista vai cantar ao lado de Zeca Baleiro e Alice Ruiz. Entre as músicas do repertório, destaque para "Bolerango" que Rogéria canta no filme "Música e Violência". O espetáculo começa às 21 horas.

Ingressos:

Bilheteria do Grande Auditório do Teatro Positivo

Disk Ingressos (www.diskingressos.com.br e 41-3315-0808) Quiosques Disk

Ingressos (Shoppings Curitiba e Mueller)

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Ator Mauricio Guerios descobre título de príncipe  escrito em quarta 23 setembro 2009 10:06

 

 

Títulos de Reis e rainhas, príncipes e princesas. Parece algo saído de um conto de fadas. Mas isso realmente aconteceu na vida do ator curitibano Mauricio Ahnume Guerios de 35 anos. E não foi o enredo de um filme ou de um programa de TV do qual ele tenha participado. Que Mauricio descendia de famílias nobres ele já sabia. Um antepassado Conde italiano da Calábria e outro de uma linhagem de Lordes ingleses (família Walwyn). Tal fato fez com que Mauricio sempre fosse apaixonado pelo assunto e pela pesquisa genealógica. Pois no inicio de mês de setembro veio uma noticia bombástica dos EUA. O antropólogo PhD americano Danny Maalouf descobriu que a família de Mauricio que veio do Líbano, os Guerios (originalmente "Gharios") descendem de uma linhagem de 15 gerações de "Sheiks" cristãos (o equivalente a príncipes) e esses Sheiks descendem dos Reis árabes cristãos chamados de Ghassanids. Os Ghassanids reinaram por todo o Oriente Médio e dessa linhagem real vieram: um imperador de Roma (Philip o árabe no século III), a imperatriz de Palmyra (Siria) Zenobia (também no século III), os três imperadores romanos Bizantinos Nicephorus I Loghetes, Staurakios Loghetes e Michael I Rangabe (todos no século IX) e 31 reis de Ghassan. Tudo isso é amparado pelos estudos de um dos maiores historiadores do Líbano, Antoine Khoury e diversos outros autores. A autenticidade da linhagem da familia consta até em enciclopedias como a Britannica. Infelizmente a noticia não veio com nenhum castelo ou herança mas com o direito reconhecido pela lei e pela jurisprudência nobiliária internacional de restauração das Casas Imperiais e Reais de Gharios e Ghassan e de concessão de títulos de nobreza, alem é claro do direito de ser chamado de "Príncipe e Sua Alteza Imperial e Real". Perguntado sobre a honraria, Mauricio diz rindo: "Não gosto nem que me chamem de senhor, me sinto muito velho. Mas confesso que gostei do titulo, não tem como não se fascinar." Com o titulo, vieram muitas responsabilidades, agora Mauricio, ou "Príncipe Imperial e Real Mauricio Ahnume Guerios" deverá chefiar a Casa Imperial e Real o que envolve vários contatos internacionais com outros nobres. Várias Casas Reais já reconheceram Mauricio no mundo inteiro como Príncipe exilado. As vezes, a vida imita a arte...

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